Fibras musculares I

Tenho um aluno que reclama que não consegue crescer o peitoral por mais forte que treine, enquanto que o braço tem aumentado com facilidade. Ele se queixa e não entende o por quê de seu peito não crescer tanto quanto gostaria. Mas por que será que alguns músculos crescem mais rápido que outros em resposta ao treino?

Isso porque cada músculo é constituído por diferentes tipos de fibras, classificados pela velocidade de resposta de contração: Tipo I (fibras vermelhas de contração lenta), Tipo II (divididos em dois grupos, IIA e IIB, são fibras brancas de contração rápida). Em quase todos os músculos existe uma mescla desses tipos de fibras. Em média, a maioria dos músculos é composta por 50% de fibras tipo I, cerca de 25% de fibras do tipo IIa, e 25% de fibras do tipo IIb. (WILMORE, 2001).

Assim, o peitoral do meu aluno pode ter mais fibras do tipo I (com baixa capacidade de hipertrofia) que o seu braço, que deve possuir mais fibras do tipo II. Por isso a dificuldade em aumentar o volume do peitoral e facilidade em aumentar o braço. Isso porque as fibras do tipo II é que contribuem mais no volume do músculo, sendo seu limiar de excitabilidade mais próximo do limiar de hipertrofia.

Limiar de excitabilidade corresponde ao estimulo mínimo que precisa ser gerado para provocar contração muscular. A fibra, para sofrer hipertrofia, precisa de um estimulo mínimo de 65% a 95% da sua força máxima. Assim, a hipertrofia ocorre com maior frequência nas fibras do tipo IIa, devido ao seu limiar de excitabilidade estar próximo ao limiar de hipertrofia.

Além disso a fibra IIa é mais suscetível a microlesões, que durante a cicatrização pós treino aumentam de tamanho e hipertrofiam-se. Essa fibra é mais predominante em indivíduos que aparentam possuir maior volume de massa muscular, como por exemplo os fisiculturistas.

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