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Primeiros Socorros II: Vítima Inconsciente

Conforme dizia no post anterior...

Sendo você o escolhido pelo destino a ajudar a vítima na sua frente, você deve checar a gravidade do caso e precaver a sua segurança. De nada adianta ajudar a vitima se você se expuser ao perigo. Depois disso, se necessário, chame ajuda médica em primeiro lugar, ou peça que chamem por você, enquanto você socorre a vítima.

Primeiros Socorros I

Apesar de incomum, mas nem tampouco raro, muita gente passa mal nas academias. Ainda que haja o exame médico, há alunos que sofrem de variações glicêmicas ou pressão arterial por alguma doença que durante o esforço podem sofrer desmaios ou convulsões. Há também os que exageram no esporte e se lesionam em torções ou fraturas. Você saberia socorrer alguém na academia?

Ausência...

Queridos amigos e leitores deste blog, estive ausente nos últimos dias devido a pesquisas que fazia para o próximo tema a ser colocado a partir de amanha: Primeiros socorros. Você já presenciou algum sinistro em sua academia que necessitasse de pronto socorro? Você saberia como socorrer? É disso que vou tratar nos próximos posts, pois acredito que esse tema será de grande utilidade a todos nós.

Farei um pequeno e reduzido Manual de Primeiros Socorros para Academias de Ginástica, com os casos mais recorrentes e os procedimentos a serem executados até que o médico chegue. Não deixe de ler e, caso se interesse, faça cursos de aperfeiçoamento. Vai que...

Coluna Vertebral

Poucas dores incomodam tanto e te afastam das atividades cotidianas quanto essas dores. Até mesmo um simples aperto de mãos se reflete na coluna e queima as costas em imediato, te imobilizando. Há um mito que a atividade física provoca ou piora isso. Pura ilusão, pois quando bem executado ajuda a prevenir ou remediar essas dores. É isso o que você vai entender neste post.

Educação Física

A falta de Educação Física gera inúmeros problemas, desde inaptidão até graves enfermidades. A sociedade e o governo arcam com altos custos pelo desleixo com que essa disciplina é tratada.

Importância do Personal Trainer

Muitos acham luxo. Outros acham dependência. Mas o fato é que o personal trainer tem se tornado necessidade a quem vai treinar numa academia, seja qual foi o objetivo buscado. Quer saber por quê?

> Se você for saudável, sem restrições físicas ou médicas e busca a academia para qualidade de vida, hipertrofia, ganho ou perda de peso, está no caminho certo. Porém, terá que manter a motivação e não deixar o inverno desmontar seu treino. Seja você um ex esportista ou um sedentário assumido, o frio matinal e a cama quentinha lutarão contra sua vontade de treinar. Mas resista.

Ainda que você seja forte e vença a preguiça, ao chegar na academia aqueça adequadamente e faça solitariamente todas as séries programadas, da forma como o professor prescreveu semanas atrás, em 3 ou 4 séries de 10 a 15 repetições, nas mesmas máquinas que você já conhece, em movimentos que nem sempre você domina. Mas treine! E na dúvida, chame um professor de sala para te orientar. Ainda que ele esteja atendendo uma fila de outros 48 alunos.

Quando terminar o treino, resista a vontade de olhar no espelho ou de subir na balança. Não tem necessidade de verificar se o treino está dando resultado ou não. Mesmo porque, leva tempo para conseguir os resultados e, na falta destes, você poderá se sentir frustrado e desmotivado. Treinando sozinho e determinado, talvez  em 3 meses você já começará a perceber as mudanças. Persevere.

> Se você possuir alguma doença crônica (obesidade, diabetes, hipertensão, câncer, HIV, decorrentes de AVC, fibromialgia, etc.), que inspire cuidados e controles de frequência e pressão arterial, informe o professor de sala que montará o seu treino e siga suas orientações. Não desmotive ao ficar sozinho no aparelho, nem acanhe-se ao chamar o professor para orientá-lo a ajustar as máquinas ou a controlar as cargas de cada exercício.

Procure mensurar seus batimentos logo após cada série executada, a fim de verificar se a frequência cardíaca está aquém ou além dos objetivos do treino. Se tiver prescrito exercícios em solo, peça ajuda ao professor para abaixar e levantar. Caso ele esteja ocupado, peça ajuda a algum aluno. Conte com a solidariedade daqueles que treinam rápido ao seu lado, no corrido horário de almoço.

> Se você for de algum grupo especial (criança, adolescente, idoso ou deficiente físico) conte com os professores de sala para montar um treino específico para você. Tendo necessidades especiais, certamente o teu treino não será o mesmo daquele aluno que dividia aparelho com você. Aliás, um bom professor de sala não daria a mesma ficha de treino a dois alunos, ainda que ambos tivessem o mesmo objetivo de treino.

> Se você  possuir alguma lesão (joelho, ombro, fratura, ruptura, etc) , apresente seu exame médico ao professor ou estagiário que montará teu treino na academia. Se possível, tenha em mãos as considerações dos fisioterapeutas ou do médico que te tratou e explique teu caso detalhadamente. Não se irrite se o estagiário fizer peguntas sobre quais exercícios você consegue fazer. Afinal ele ainda esta em formação e não tem como saber sobre as tuas dores. Mas se preferir, peça orientação a um professor já formado.

> Se você riu em algum momento na leitura deste texto, certamente você já é aluno de academia e sabe que nem sempre pode contar com o pronto auxílio do professor, menos ainda com a solidariedade do aluno ao seu lado. Também não consegue vencer todas as batalhas contra a preguiça e não percebe os resultados tão rapidamente quanto deveria.

O Personal trainer serve para fazer tudo isso por você: Pensa nos teus objetivos, monta teu treino individual e personalizado, sendo a cada dia um treino diferente e desafiante. Ele te estimula ao máximo, controla suas variáveis fisiológicas (seja você saudável ou portador de alguma restrição física ou médica) e te leva a perceber os resultados com muito mais rapidez e eficiência.

Mas para isso, saiba escolher seu personal. De nada vale pagar alguém para ser um pajem durante uma hora na academia. Busque um profissional em educação física e que possua qualificações que agreguem conhecimento e critério técnico ao teu treinamento.

Escolha da academia

Tenho recebido perguntas de leitores que acompanham meu blog acerca de como escolher uma academia. São dúvidas comuns e importantes, pois decidem o sucesso ou fracasso de seu treino. Será que você soube escolher bem?

Efeito Sanfona

Muita gente que começa a emagrecer, acaba por desistir antes do objetivo e engorda tudo de novo. Daí começa um novo ciclo de engorda e emagrece. Já tive alunos que passaram por isso e, certamente, você é ou conhece alguém assim. Como evitar o efeito sanfona?

Tudo começa quando você decide emagrecer. Faz tudo certinho: dieta e exercícios. Mas em algum momento, algo dá errado. Isso acontece quando você faz uma dieta radical demais, tirando muitas calorias de uma vez ou quando corta algum alimento predileto, como o chocolate, por exemplo. Também pode acontecer quando exagera na atividade física e, depois de anos sem treinar, decide se matricular na academia e gastar 4 horas diárias de musculação, spinning e localizada num só dia.

O resultado desse exagero é o desestímulo, o overtraining, o cansaço e, por fim, a desistência da academia. E isso leva a engordar tudo de novo, ou ainda mais do que quando começou. Pois entram as guloseimas de compensação, a quantidade excessiva de auto-indulgência, a gula da depressão pelo fracasso do planejado.

Um personal trainer poderia ter te ajudado nisso, mas na falta dele, algumas orientações de um bom professor de academia também evitariam o abandono da academia. Ele poderia ter feito um plano de treino mais adequado e com cargas que aumentassem progressivamente, a medida que você se acostumasse com as atividades físicas escolhidas. Além disso, um nutricionista poderia ter orientado a fazer uma dieta mais equilibrada com seu estilo de vida.

Durante uma dieta radical, com a quantidade de leptina reduzida e a de grelina aumentada, o indivíduo está mais propenso a cair na tentação da gula. Esses dois hormônios atuam na regulação do metabolismo e suas alterações também ocasionam uma redução do gasto de calorias do organismo, favorecendo o efeito sanfona.

Além disso, o corpo humano está programado para nos defender da fome. Quando perdemos peso o organismo “pensa” que vamos passar longo período de fome, na hibernação invernal da miséria e desnutrição. Eis então que ele manda hormônios atuarem para dar mais fome e vontade de açúcar, a fim de acumular gordura que tem diminuído no estoque. Dessa forma, a vontade de sobremesa aumenta e a massa gorda na barriga também.

Alguns estudos mostram que manter o peso em excesso é até melhor do que ter efeito sanfona, como um publicado em 2007 no "American Journal of Epidemiology" que relacionou os riscos de câncer renal ao efeito sanfona em mulheres na pós-menopausa. Revelou que a adiposidade abdominal é um fator de risco para a incidência do câncer nos rins. Tanto os obesos como os que perderam peso e os que recuperaram tiveram aumento da incidência de câncer renal, mas aqueles que tiveram efeito sanfona tiveram maior risco.

O efeito sanfona tem sido estudado relacionado ao risco de hipertensão e de pré-eclâmpsia (hipertensão grave na gestação), bem como de alterações de lípides circulantes ou mesmo de alterações do humor, como ansiedade e depressão.

O segredo para evitar esse efeito é encarar a ginástica e a dieta equilibrada como um hábito cotidiano, não invasivo nem opressivo. A vantagem da atividade física é que ela não só queima as calorias necessárias para fechar a operação matemática do dia como tem o efeito de aumentar o metabolismo de repouso até o dia seguinte - quer dizer, ainda que a pessoa faça exercícios em dias alternados, ela ganha um bônus de calorias para consumir no dia sem ginástica.

E descansar também é bom, pois a ciência já sabe que noites mal dormidas levam a um aumento na produção de grelina, o hormônio do apetite, e à redução na síntese de leptina, responsável pela saciedade. Já o stress aumenta a liberação de cortisol, hormônio que contribui para o acúmulo de gordura visceral.

Exercícios aeróbios

Dentre as atividades que mais geram dúvidas na academia, está o exercício aeróbio. Qual queima mais calorias? Antes ou depois da musculação? Devo fazer ou não? Então, vamos discutir sobre o assunto.

Muitos confundem a modalidade aeróbica (a ginastica da Jane Fonda dos anos 80) com os exercícios aeróbios. Portanto, fale corretamente na academia e refira-se às esteiras e bicicletas como atividades aeróbias (sem o "c"). Isso porque esse tipo de atividade, de longa duração, contínua e de baixa/moderada intensidade, consome mais oxigênio como fonte de energia transportada para o músculo em atividade. São exemplos de exercícios aeróbios: Caminhar, correr, andar, pedalar, nadar, dançar, pular corda. Estes exercícios utilizam vários grupos musculares ao mesmo tempo.

São exemplos de exercícios anaeróbios os exercícios de velocidade com ou sem carga, de curta duração e alta intensidade, como a corrida de cem metros rasos, os saltos, o arremesso de peso. Exercícios de força ou exercícios resistidos, com peso como a musculação também são considerados anaeróbios.

Os benefícios das atividades aeróbias são bem conhecidos e incluem:
  • Maior eficiência cardíaca
  • Perda de peso
  • Melhor saúde mental 
  • Fortalecimento do sistema imunológico 
  • Maior disposição
  • Menor risco de doenças  (AVC, diabetes, hipertensão)
  • Maior expectativa de vida
  • Maior força muscular
Além disso estimulam o aparecimento de pequenos vasos sanguíneos nos músculos. Assim, o organismo consegue fornecer maiores quantidades de oxigênio para o tecido muscular, removendo o que é indesejável no metabolismo, como o ácido láctico, por exemplo. Assim, é possível combater a dor muscular crônica, a fibromialgia e as dores lombares.

Quanto a ordem de execução na academia, se antes ou depois da musculação, isso vai depender de teu objetivo. Se for o emagrecimento, faça primeiro o aeróbio. Caso contrário, se busca hipertrofia, deixe para o final, pois assim investirá mais energia no ganho de músculos.


O conteúdo da tabela foi retirado do Guia de Alimentação Saudável
(Guia Veja de Medicina e Saúde - Volume 6)


Criança na Musculação

Muitas mães tem acessado este blog e enviado perguntas sobre seus filhos na academia. Querem saber se podem deixa-los se matricularem, quais as orientações devem dar e se isso impede ou ajuda no crescimento?

Há algum tempo havia o mito que musculação era prejudicial pois o impacto fechava as placas epifisárias interrompendo o crescimento. Mas atualmente sabemos que o treino de força não atrapalha nem prejudica, muito pelo contrário, até ajuda com maior produção de GH (hormônio do crescimento).

Estudos recentes comprovam que quando bem orientada, a musculação para crianças pode trazer uma série de benefícios desde equilíbrio muscular, coordenação motora até mesmo crescimento maior. E sabemos também que seria mais fácil uma criança lesionar a cartilagem ou ossos em brincadeiras cotidianas do que fazendo musculação!

Um ponto importante e que deve ser de conhecimento de quem trabalha com crianças é que elas têm os ossos mais moles e que estes podem sofrer deformações quando submetidas à sobrecargas altas. Por outro lado a aplicação de cargas adequadas proporciona o estímulo do crescimento, graças as forças de compressão.

Isso porque para se desenvolver e, nos termos técnicos se "remodelar", no processo fisiológico e naturalmente esperado, o osso precisa de compressão. Esse impacto provoca o fortalecimento ósseo e muscular, preparando o corpo para suportar outros impactos do cotidiano.

Os programas de musculação são relativamente seguros quando comparados a outras modalidades esportivas praticadas pelas crianças. O aumento da força muscular proporcionado pela musculação torna a articulação menos vulnerável a lesões. Além do que grande parte delas ocorrem com técnica precária de execução dos exercícios e escolha inadequada dos pesos. Portanto uma boa academia, ou bom personal trainer, seria a solução às perguntas maternais.

A principal orientação quando se prescreve a musculação para crianças e adolescentes é que sejam evitadas cargas máximas ou submáximas, permitindo a execução de 8 a 15 repetições,  e preferencialmente selecionados exercícios que trabalhem simultaneamente diversos grupos musculares, com  movimentos executados em toda sua amplitude (American Academy of Pediatrics, 2001; Cameron & Blimkie, 1993; NSCA, 1996).  


Benefícios da musculação para crianças e adolescentes: 
  • Aumento da resistência muscular;
  • Diminuição das lesões relacionadas aos esporte e recreação;
  • Melhor performance no esporte;
  • Melhor coordenação motora;
  • Melhor controle postural;
  • Aumento da densidade óssea;
  • Aumento do condicionamento físico;
  • Melhoria da composição corporal.
Outra razão para a criança fazer atividade física, seja musculação ou qualquer outra modalidade que a academia ofereça, está na prevenção à obesidade. Isso porque na infância a gula por doces e besteiras é maior, tornando-se um grande perigo infantil.

No Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a obesidade atinge cerca de 15% das crianças. A probabilidade de uma criança obesa se tornar um adulto obeso é de 20% e pode chegar a 40-80% se esta criança persistir obesa na adolescência. Como se não bastasse por si só, a obesidade aumenta o risco de desenvolvimento de diversas doenças degenerativas, tais como, a hipertensão, o diabetes tipo 2, entre outras.

Hipertensão arterial

Mais de 30% da população sofre de hipertensão. Muita gente possui a doença e nem mesmo sabe, pois não tem o costume de aferir a pressão esporadicamente. E nem mesmo apresenta qualquer sintoma, o que piora a situação. Certamente você conhece alguém que tem pressão alta. Mas resta a dúvida: hipertenso pode ir pra academia?

Preguiça e Gula

Vou te falar, não é porque sou personal trainer que não tenho meus dias de gula e preguiça. Aliás, quanto mais treino, mais vontade de comer porcarias eu sinto... E trabalhando tanto, a preguiça é inevitável. Mesmo estando já na academia, amando treinar e pedindo estímulo e empenho aos meus alunos. Mas certamente isso também acontece com você.

Quando eu treino muito, acabo por ser mais auto-indulgente e me permito comer mais chocolate. Isso é até um fenômeno hormonal esperado. É o corpo tentando manter o nível de gordura e estoque energético, que perco durante os treinos. Alguns alunos meus tem a mesma necessidade. Mas a indulgência deles é mais calórica. Se permitem jantar pratos maiores ou beber mais no happyhour. Isso porque estão treinando, logo pensam que podem "se dar ao luxo"...

Não é bem assim. Podemos até sair da dieta e rigidez da disciplina, mas apenas uma vez na semana. Afinal de contas, não podemos nos privar de tudo que gostamos e nos dá prazer. Mas se chutarmos o pau da barraca e atolarmos o pé na jaca, vamos jogar todo o trabalho fora. Portanto, a palavra é: Moderação.

Se isso ocorre na gula, o mesmo se dá na preguiça. Também tenho preguiça e sinto vontade de ficar uma semana sem atividade física, descansando o esqueleto na frente da televisão, com controle remoto na mão e um pacote de pipoca com manteiga...

Mas se entregar aos pecados assim? À dois, de sete capitais? Minha consciência não deixa. E sei que você quando passa por isso, treinando na academia em projeto verão se aproximando, também pensa o mesmo. O alarme apita e sua cabeça não te deixa na preguiça. Ou se ela deixa, eu é que não permito.. eis que toca o telefone e teu personal te tira da cama direto para a academia.

Pois é. Apenas saiba que a preguiça e a gula acometem a todos que investem algumas horas diárias na academia. Mesmo atletas, personal treiners e funcionários da academia. Mas o que determina o sucesso do treino é a determinação e o espírito esportivo. A vontade de conquistar seus objetivos e atingir o "shape" esperado.

Quando sentir esses pecados dominando tuas vontades, converse com teu personal. Se não tiver um, pense em contratar, pois assim ele vai diversificar teu treino, propor novas atividades e estimular-te novamente em busca do sucesso.

Cerveja e barriga

Mais uma vez o álcool gera dúvidas. Agora trata-se da cerveja, a paixão nacional que nem sempre desce redondo. Mas que certamente está no copo de muita gente que não esta na academia treinando. E as dúvidas dizem respeito a cerveja com barriga. Seria uma consequência da outra?

Diretamente, não. Segundo alguns nutricionistas a cerveja sozinha não daria barriga. No entanto, o excesso dela, somado dos acompanhamentos gordurosos e calóricos, estes sim fariam barriga. E pior ainda sabendo que a fermentação da cerveja leva à formação de gases, e consequente distensão abdominal, cabendo mais espaço para "aperitivos engordativos".

E isso piora sabendo-se que ninguém toma cerveja desacompanhada, pois senão a desidratação e o álcool sanguíneo logo deixariam a pessoa bêbada e terminaria com o happyhour. O que nos leva a pensar que, para ser consumida, a cerveja distende a barriga e ainda pede bastante aperitivos calóricos.


E apesar de relativamente menos calórica que uma caipirinha, o álcool da cerveja ou de qualquer outra bebida acaba por prejudicar o crescimento muscular, e joga por água abaixo o seu treino de hipertrofia. Além disso, conforme já escrevi aqui antes, o álcool provoca desidratação no organismo e perda de sais minerais.

Essa desidratação, que muitos chamam de efeito diurético da cerveja, é acompanhada de uma eliminação de sódio superior à que se dá com a água. Para alguns fisiologistas a presença de compostos fenólicos na cerveja é a causa da diurese mas, para outros, o fenômeno tem a ver com o bloqueamento do hormônio anti-diurético.

De qualquer forma a desidratação, a perda de sais minerais e de proteínas, são efeitos colaterais ruins para quem quer treinar pesado, hipertrofiar a musculatura, definir o corpo e obter menor massa gorda.

Além disso, as calorias consumidas na cerveja e junto dela, são convertidas no fígado em gordura. Que nos homens acumulam-se na região abdominal (tipo andróide) e nas mulheres na região dos quadris e glúteos (tipo ginecóide).

Assim temos que a cerveja produz mais gordura e menos músculos. O resultado disso é a barriga, piorada com a falta de tônus na musculatura abdominal. Se você gosta dela, então aproveite-a e viva feliz. Senão, modere no consumo e venha treinar numa academia.


 Dicas para diminuir o volume da barriga

 · alimentação equilibrada, 6 vezes ao dia, evitando gorduras, frituras, sal, doces e refrigerantes, deixando o jantar leve e, preferencialmente, com pouco carboidrato.

 · aumente a ingestão de fibras e água (no mínimo 2 litros por dia).

 · pratique atividade física e atividades aeróbias

Mulheres na musculação

Num post recente que publiquei aqui, muitas mulheres ficaram na dúvida sobre os resultados da musculação para elas. Algumas continuam achando que vão ficar masculinizadas e muito musculosas, enquanto que outras pensam que não tem benefício algum. Será?

Apenas publiquei no texto que é um erro elas (ou em você mulher, que lê este artigo) acharem que ficarão musculosas com séries leves de musculação. Mas não neguei o fato que podem ficar grandes, desde que treinem pesado e ainda façam uso de proteínas suplementares. Algumas mulheres, para competição, usam até mais que proteínas. É sabido que o nível de hormônio anabólico nelas é baixo, logo precisam de doses maiores para estimular o corpo a fabricar mais músculos.

Mas de qualquer forma, assim como os homens, as mulheres também podem alcançar seus objetivos com a musculação, seja o de definir, de emagrecer ou de aumentar a massa muscular. Basta que se exercitem corretamente e de acordo com o plano feito em conjunto com seu personal.

Biologicamente falando, não existe diferença entre a massa muscular feminina e a masculina. Elas contêm as mesmas células musculares e respondem da mesma forma aos estímulos. No entanto possuem baixo nível de testosterona e alto nível de estrogênio. Este hormônio não permite que os músculos se tornem grandes e volumosos como no caso dos homens.

Geralmente, a grande finalidade das mulheres ao praticar musculação é adquirir músculos firmes e contornos arredondados (definição), além é claro, da redução da gordura corporal.  O treino pode ser o mesmo que o dos homens, apenas a carga que será obviamente diferente, sendo adequada de acordo com a idade e o nível de aptidão física de cada uma.

Tanto para homens e mulheres, a musculação melhora a harmonia e a simetria dos músculos, contribuindo para o aumento de massa muscular, redução da gordura corporal e o aumento da massa óssea. Que no caso das mulheres, devido ao estrogênio e menstruação, sofre mais ao longo do tempo e esta mais predisposto a futura osteoporose.

Mas há uma diferença dos homens que nós personal trainers devemos levar em consideração: o ciclo mesntrual e a TPM. A mulher pode ter seu treinamento beneficiado no período pós-menstrual imediato e o 15º dia do seu ciclo, onde sua performance é privilegiada . Após isso, esse desempenho tende a declinar, e piora nos dias da TPM, em especial naquelas que sentem muitas dores e cólicas.

No entanto, alguns ginecologistas indicam que a prática de exercícios regulares, como a musculação por exemplo, pode minimizar algumas dores e até mesmo a depressão que ocorre antes do período menstrual.

Importante notar que a perda de força nos membros superiores femininos é maior do que nos membros inferiores, num período de sedentarismo (Andrade et al., 1995). Isso porque suas pernas realmente são mais fortes e, cotidianamente, estão sempre em trabalho físico para andarem de salto alto entre uma loja ou outra do shopping... (hehe... brincadeira).

Sendo assim, o principal motivo para levar as mulheres (ou você leitora) à academia de musculação seria para a manutenção da força física e simetria dos membros superiores e inferiores, tão importante para as atividades funcionais e cotidianas. Além obviamente de um shape (corpo) bonito para a caça na balada.

Sendo assim, para minhas leitoras em dúvidas, apenas informo que:
  • Para aquelas que não querem crescer, tranquilizem-se: o músculo feminino não vai ficar grande e volumoso em condições normais de treinamento. 
  • Para aquelas que querem crescer, conversem com seus personal trainers e passem numa loja de suplementos para comprar potes de proteínas. E preparem-se para pegar pesado na musculação, pesado na dieta alimentar e esqueçam noites sem sono devido a baladas.  Seu treino precisará de muita disciplina.

Deficientes físicos

Poucas são as academias que estão adaptadas aos portadores de deficiências físicas. Fazer exercícios, entretanto, é fundamental para a reabilitação física e psicológica de quem tem limitações de movimento. Além da inadequação de espaço, muitos professores não sabem lidar com as necessidades especiais desses alunos.

Mercado de academias

Este final de semana visitei algumas academias em SP e fiquei deslumbrado com a qualidade dos equipamentos e o valor do investimento. Ao chegar em casa, li no jornal que "Investir em uma academia é hoje um dos negócios mais vantajosos no mercado de franchising". Resolvi então revisitar meus estudos de marketing da primeira graduação na ESPM para comparar e saber mais sobre o mercado de academias.

Me formei em Comunicação e Marketing em 2000. Menos de 10 anos depois eu já estava terminando outra graduação: Educação física. Mas antes mesmo de pensar em estudar na USP, eu já havia feito uma ponte entre as duas faculdades ao estudar o marketing esportivo de uma academia para o TCC.

Muita coisa mudou nesses 10 anos. O mercado triplicou no período, passando de 4.000 academias para 12.682 em 2009. Segundo a ACAD (Associação de academias), o setor atende 1,8% da população representando um público de 2,8 milhões de pessoas que geram de receita de R$ 2 Bilhões.


O Brasil já é o maior mercado de academias de ginástica da América Latina e o segundo maior em número de academias no mundo. Temos hoje 80 milhões de brasileiros que praticam alguma atividade física.

Mas apesar do crescimento constante, o percentual da população que frequenta academias ainda é muito pequeno: apenas 6% da população brasileira está matriculada em academias. Nos centros mais desenvolvidos do mundo, 13% da população frequenta academias, ao passo que na América Latina esse número não alcança os 5%.

De acordo com o Institute World Watch, de Washington, Estados Unidos, há, no Brasil, 57,8 milhões de pessoas que são clientes em potencial de academias. E por aqui há duas tendências atualmente: a chegada de novas marcas ao país e o aumento vertiginoso do poder de consumo da base da pirâmide.

O Sebrae estima que para a implantação de uma academia instalada em um imóvel alugado de cerca de 250 metros quadrados, serão necessários aproximadamente R$ 53 mil, dos quais, R$ 40 mil vão para a compra de equipamentos.

Só para saber, o empreendedor que pretenda abrir uma Academia de Ginástica, não precisa ter formação superior. Todavia, o exercício das atividades de educação física é prerrogativa dos profissionais regularmente registrados nos Conselhos Regionais de Educação Física. Nesse sentido, a Lei Federal nº. 9.696/98, que dispõe sobre a regulamentação da Profissão de Educação Física e estabelece que as academias de ginástica deverão manter um responsável técnico e profissionais de educação física em suas dependências.

Das academias que visitei, e que obviamente não citarei nomes pois não sou garoto propaganda contratado (rs...), elas apresentam boa localização, com estacionamentos e manobristas, são equipadas com aparelhos de ultima geração, aeróbios com telas individuais de TV e internet, e o destaque fica com as salas de pilates, yoga, massagistas e espaços "zen".

Essas academias passam a ser denominadas centros de bem-estar, por contarem com uma série de atividades voltadas para a melhoria da vida e não só para quem quer malhar. Da mesma forma, os professores de educação física passam a ser chamados de profissionais de qualidade de vida. Será que a moda pega?

Excesso de suplementos

Me preocupa a necessidade de alguns alunos em consumir algum tipo de suplemento, mesmo não necessitando. Parece até que academia sem suplementos não funciona. Inverdade! Precisamos entender quem precisa e o que precisa ser suplementado, a fim de evitar exageros ou desperdícios.

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que 62% dos frequentadores de academias na capital paulista entre 15 e 25 anos consomem algum tipo de suplemento alimentar. Mais de 80% deles compram e ingerem os produtos sem recomendação médica ou nutricional.

Os mais consumidos são as proteínas e os isotônicos. Dentre as proteínas, estão o Whey protein e o BCAA.


O whey é a proteína de soro do leite, separada no processo de transformação do leite em queijo. O processo de obtenção do Whey protein é muito caro e, até recentemente, proibido para nada que não fosse de finalidade de pesquisa. Porém, a tecnologia de filtragem moderna evoluiu drasticamente na ultima década e permitiu o surgimento de suplementos à base de Whey de nova geração, com isolados e hidrolizados de proteínas muito concentrados. É conhecida como proteína anabólica, uma vez que é a proteína que mais aumenta a síntese protéica.

No entanto, nem sempre o aluno de academia precisa consumir o whey.  A menos que seja um atleta de elite, que treine pesado para alguma competição, o jovem que malha quatro vezes por semana, de uma a duas horas, em mais de 90% dos casos não precisa tomar esse suplemento. Basta uma dieta equilibrada. Além disso, o corpo não consegue estocar proteína e o excesso é transformado em gordura.

Existem pouquíssimas evidências de que uma ingestão protéica acima de 2 g/kg promova o crescimento muscular. O uso abusivo do whey ou de outras fontes proteicas, por exemplo de 2,4 g/kg de peso por dia já é capaz de induzir a queima do excesso de aminoácidos (TARNOPLSKY,1992), em que níveis elevados de cetose, acidez e amônia podem levar, a longo prazo, a sobrecarga renal, desidratação e problemas cardiovasculares (POORTMANS, 2000).

Os isotônicos são tão comuns que as pessoas não os consideram como um suplemento. O Brasil é o terceiro consumidor mundial dessas "bebidas esportivas", compostas de água, algum tipo de açúcar e sódio, uma mistura que favorece a absorção de líquidos e não traz riscos à saúde. Porém são usadas desnecessariamente. Para até uma hora de exercício, moderado ou intenso, não é necessário nenhum tipo de hidratação que não seja só água para recompor as perdas obtidas durante as atividades físicas. Os isotônicos seriam indicados para exercícios muitos longos e de grande intensidade.

Mas o que mais preocupa tem a ver com a qualidade do que é consumido, pois há fortes indícios de que nem todos os produtos disponíveis são idôneos e têm a sua composição declarada corretamente no rótulo da embalagem. Isso tem prejudicado ate mesmo atletas, que são pegos em testes de antidopping sem saber o que haviam consumido em suplementação inadequada.

No Brasil existe a regulamentação da Anvisa e os produtos para serem vendidos deveriam ter o registro no Ministério da Saúde. Entretanto, é possível encontrar esses produtos nas prateleiras devido a falha de fiscalização e a importação informal dos produtos. Por exemplo: amigos que viajam e trazem para venda indiscriminada.

O perigo da suplementação errada pode estar nos produtos omitidos do rótulo, como é o caso da efedrina (que no Brasil esta proibida), ou na superdosagem, que causam distúrbios gastro intestinais ou modificações enzimáticas de celulas hepáticas e renais, já relatados por exemplo no consumo excessivo de creatina.

JUHN e TARNOPOLSKY (1998) mencionaram em seus estudos que a suplementação de creatina não deveria ser uma prática comum entre as pessoas que tem alguma propensão a desenvolver doenças renais e aquelas que já possuem algum tipo de disfunção renal.

Megadoses de alguns minerais criam desequilíbrios em outros, sobretudo na absorção do cobre, e seu uso prolongado pode gerar problemas cardiovasculares (CLARKSON, 2002). O mesmo ocorre na hipervitaminose, que já descrevi num post aqui no blog. 

Portanto, cuidado na suplementação e siga orientação de quem entende. Procure um médico ou nutricionista.

Meu treino...

Hoje vou dar uma pausa nos assuntos de fisiologia e treinamento que costumo postar aqui para falar de algo que tenho recebido muitas perguntas: meu próprio treino. Meus alunos de personal perguntam sobre como deve ser o meu treino, uma vez que pego tão pesado com eles e digo que são meros "treinos leves", que inclusive minha avó de 75 anos conseguiria fazer... hehe... Será??? ok. Vou falar sobre isso.

Essa dúvida acontece porque meus alunos reclamam que pego pesado... o que não é verdade... Apenas vou no limite de cada um deles, acrescido de 10%... Costumo dizer que meus treinos para alunos de personal training são voltados ao rendimento. Não gosto de ver aluno fazendo corpo mole ou desestimulado. Aliás, esse é um dos principais benefícios do personal: estimular o aluno e variar o treino para que cada dia seja diferente e eficiente.

Já o meu treino, costumo pegar ainda mais pesado. É sempre focado em resistência muscular e definição. Raramente faço um ciclo de hipertrofia, pois não desejo ficar com corpo grande. Já basta a estatura grande (1,88m). Além disso, faço muitas atividades diariamente, dou muitas aulas e tenho uma carreira paralela de ator-bailarino. Portanto meu corpo deve ser preparado para aguentar todas essas atividades.

Para piorar, recentemente comecei a fazer aulas de acrobacia de solo e circo na academia onde dou aula. Essa modalidade esportiva requer um preparo especial de ombro, braços e tronco. Além disso faço dança contemporânea, sapateado americano, esgrima e patins no parque aos domingos, o que requer um bom preparo de membros inferiores.

Portanto, sigo essas necessidades na hora de formular meu treino.

Quem me vê treinando na academia sabe que faço exercícios quase sem pausa, composto geralmente de bisets ou trisets. Isso por duas razões: uma que quero resistência e força muscular específica. Outra que muitos alunos acabam chegando perto para tirar dúvidas de seus treinos e, consequentemente acabam por atrapalhar o meu ritmo. Ossos do ofício. Mas procuro dar menos brecha enquanto treino ao colar os exercícios e assim dificultar a aproximação dos alunos perdidos. Ao menos durante os 50 minutos de meu treino. Depois disso, sou todo ouvidos...

Reconheço que meu treino é pesado. As vezes um amigo ou outro pede pra treinar junto e acabo ouvindo reclamações ou desaforos... hehe... mas quem mandou pedir???

Imagina alguém que precisa de força no tronco para sustentar bailarinas e piruetas na dança. Imagina alguém que precisa de força nas pernas e costas para os saltos da acrobacia de solo. Imagina alguém que precisa de resistência cardiovascular para nadar e patinar sem cansar rápido. Imagina alguém que precisa ficar em concentração e agachamento contínuo para lutar esgrima e capoeira.  Imagina alguém que precisa de um corpo definido para "vender" seus serviços profissionais... (Epa, peraí.. refiro-me ao trabalho de personal trainer...rs )

Pois então, imaginando essas necessidades, você também pode imaginar como deve ser meu treino: muito alongamento, musculação intensa e atividades aeróbias (corrida e natação).

Se você quiser treinar junto comigo, basta aparecer e trazer seu som... assim fica mais divertido.

Diabetes

Dando continuidade às doenças crônicas e degenerativas falo hoje sobre o diabetes, que afeta 21 milhões de brasileiros e outros 40 milhões correm o risco de adquirir a doença já considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma epidemia mundial. Será que o diabético pode fazer exercícios na academia?

Suor e nudismo na academia

A maior polêmica dos últimos dias tem sido a tal academia de nudistas aberta na Espanha. A Easy Gym, em Arrigorriaga, é a primeira do tipo e, na minha opinião, será a única e por pouco tempo. Nem tanto pelos corpos a mostra, ou partes íntimas balançando ao se exercitar, mas em especial pela higiene. O que fazer com o suor que escorre do corpo ao treinar? Aliás, você costuma suar na academia durante seu treino?

O suor, também chamado de transpiração, é a perda de líquido como forma de resfriamento do corpo ou eliminação de dejetos de nitrogênio. É secretado pelas glândulas sudoríparas, constituído de água (99%) e sais minerais (1%). Essas glândulas estão espalhadas por todo o corpo, mas se concentram nas axilas, mãos, pés, testa e dobras.

Quando a temperatura interna do corpo ultrapassa os 37ºC, o suor age como um mecanismo de refrigeração: os vasos sanguíneos próximos à pele se dilatam e estimulam as glândulas sudoríparas a iniciarem o processo de transpiração. A hiperidrose (transpiração excessiva) é aumentada por atividade física aeróbia, calor, nervosismo e náusea e diminuída por resfriados.

Na academia é importante suar, em especial como controle de temperatura. Algumas pessoas não suam tanto, o que não significa alguma disfunção, apenas diferenciação fisiológica. Aliás, suar mais não significa gastar mais calorias. Esse é um mito, pois a quantidade de suor depende de outros fatores que não a quebra de gordura ou queima calórica.

Outro mito do suor refere-se a desintoxicação, pois a principal substância eliminada é a água e não as toxinas. Os rins são os órgãos responsáveis pela eliminação das substâncias tóxicas do organismo, ou seja, são eliminadas pela urina. Mas esse mito vem justamente porque os componentes do suor e da urina são quase idênticos. Ambos contêm sais minerais, uréia, amônio e sulfatos. A diferença é que a urina possui dez vezes mais uréia que o suor.

A prática de exercícios com vestimentas não apropriadas agrava a perda de líquidos e sais minerais e pode levar à desidratação. Portanto roupas adequadas são importantes, ainda mais para evitar o desconforto ou o mal odor. A limpeza, tanto das roupas quanto da pele evitam a proliferação de bactérias que formam o chamado "cc" (cheiro de corpo) que ninguém gosta nas academias.

Para evitar o mal odor, os desodorantes são uma boa pedida, não apenas para perfumar o corpo suado, mas porque eles contem  uma substância química denominada cloridrato de alumínio, que exerce um efeito inibidor direto sobre as glândulas sudoríparas, além de outras substâncias químicas que matam os   microorganismos que proliferam no suor.

Além disso o suor somado à perda de pele (tecidos mortos) provocada pelos atritos durante os exercícios físicos pode facilitar o aparecimento de processos infecciosos na pele, sobretudo por bactérias causadoras de infecções além de micoses, como dermatomicoses e candidíase.

Isso explica porque uma academia de nudistas não é adequada. O que fazer com o suor nas máquinas? Claro que sempre devemos limpar os aparelhos, mas a roupa torna-se uma outra barreira ao ataque dos micróbios.

A melhor maneira para higienizar os aparelhos é o uso de álcool, passado com papel toalha. O uso de panos ou de toalhas sem álcool pode levar a uma contaminação ainda maior.