Educação Física

A falta de Educação Física gera inúmeros problemas, desde inaptidão até graves enfermidades. A sociedade e o governo arcam com altos custos pelo desleixo com que essa disciplina é tratada.

Denegrida pela imagem de vagabundagem estudantil, fruto de professores negligentes e mal remunerados que largam uma bola no campo para que os alunos brinquem, a educação física da população é falha e pode ser averiguada nos números de doenças comportamentais e a falta de destreza corporal da população em movimentos motores básicos.

Na antiguidade a educação física era das mais importantes na formação do jovem, pelo preparo bélico e no caráter do indivíduo. Seu preparo físico refletia a saúde mental. Suas habilidades esportivas serviam ao preparo nos jogos de guerra. Sua força e senso de defesa de equipe o ajudavam nas batalhas contra inimigos.

Hoje em dia, ao contrário, a desvalorização da saúde e a deseducação física escolar acabam por levar os jovens ao sedentarismo, a obesidade, a preguiça, aos jogos eletrônicos com mínimos movimentos e experiencias corporais e, no fim das contas, às drogas.

Alguém que teve educação física satisfatória, que experimentou e aprendeu a utilizar o corpo de forma equilibrada e dinâmica, potencializando o uso da maquina humana numa atividade esportiva, que sentiu-se orgulhoso numa vitória ou buscou superar-se após uma derrota competitiva, sabe o custo do uso de substancias químicas nocivas à saúde. E dificilmente se envolve com drogas, pois não tem a necessidade de outros hormônios que não sejam a adrenalina da superação física, do regozijo da vitória esportiva.

Mesmo atletas que usam de dopping para a superação, ou de jogo cênico na busca de uma vantagem por penalidade, certamente não tiveram no passado a educação do espírito esportivo, do fair play, do jogo limpo e ético. Não aprenderam que ganha aquele que mais merece, fruto de melhor preparo, melhor técnica ou melhor treino.

Pelo menos isso é o que sinto a partir de minha experiencia pessoal. Faço atividade física desde os 2 anos de idade, quando comecei a nadar. Passei por inúmeros esportes e posso dizer que tive a melhor educação física que um aluno de escola pública brasileiro poderia ter. Mas jamais tive uma aula de educação física na escola. Somente em clubes e academias particulares, com mensalidades pagas com suor de minha mãe, que sempre soube o valor do esporte na formação infantil.

O jovem que aprendeu a suar, a correr, chutar, pular, arremessar, rodopiar, a defender sua equipe e contra-atacar em busca do coletivo, que aprendeu o espírito esportivo e que reconhece limites e regras, certamente será um adulto com valores morais e caráter ético mais forte e estruturado.

Ouso até mesmo a dizer que seria um ótimo político, ao contrário do que vemos hoje no Brasil. Não é a toa que os mesmos gregos da antiguidade que valorizavam a educação física é que criaram a tal da democracia.

Será que se tivéssemos mais educação física, poderíamos ter menos corruptos? Será que a deseducação física nos leva a obesidade, hipertensão, diabetes, AVC, HIV? Será que mais esportes nos livrariam das drogas?

Tudo se trata pela Educação. Educação Física, também.

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