Mercado de academias

Este final de semana visitei algumas academias em SP e fiquei deslumbrado com a qualidade dos equipamentos e o valor do investimento. Ao chegar em casa, li no jornal que "Investir em uma academia é hoje um dos negócios mais vantajosos no mercado de franchising". Resolvi então revisitar meus estudos de marketing da primeira graduação na ESPM para comparar e saber mais sobre o mercado de academias.

Me formei em Comunicação e Marketing em 2000. Menos de 10 anos depois eu já estava terminando outra graduação: Educação física. Mas antes mesmo de pensar em estudar na USP, eu já havia feito uma ponte entre as duas faculdades ao estudar o marketing esportivo de uma academia para o TCC.

Muita coisa mudou nesses 10 anos. O mercado triplicou no período, passando de 4.000 academias para 12.682 em 2009. Segundo a ACAD (Associação de academias), o setor atende 1,8% da população representando um público de 2,8 milhões de pessoas que geram de receita de R$ 2 Bilhões.


O Brasil já é o maior mercado de academias de ginástica da América Latina e o segundo maior em número de academias no mundo. Temos hoje 80 milhões de brasileiros que praticam alguma atividade física.

Mas apesar do crescimento constante, o percentual da população que frequenta academias ainda é muito pequeno: apenas 6% da população brasileira está matriculada em academias. Nos centros mais desenvolvidos do mundo, 13% da população frequenta academias, ao passo que na América Latina esse número não alcança os 5%.

De acordo com o Institute World Watch, de Washington, Estados Unidos, há, no Brasil, 57,8 milhões de pessoas que são clientes em potencial de academias. E por aqui há duas tendências atualmente: a chegada de novas marcas ao país e o aumento vertiginoso do poder de consumo da base da pirâmide.

O Sebrae estima que para a implantação de uma academia instalada em um imóvel alugado de cerca de 250 metros quadrados, serão necessários aproximadamente R$ 53 mil, dos quais, R$ 40 mil vão para a compra de equipamentos.

Só para saber, o empreendedor que pretenda abrir uma Academia de Ginástica, não precisa ter formação superior. Todavia, o exercício das atividades de educação física é prerrogativa dos profissionais regularmente registrados nos Conselhos Regionais de Educação Física. Nesse sentido, a Lei Federal nº. 9.696/98, que dispõe sobre a regulamentação da Profissão de Educação Física e estabelece que as academias de ginástica deverão manter um responsável técnico e profissionais de educação física em suas dependências.

Das academias que visitei, e que obviamente não citarei nomes pois não sou garoto propaganda contratado (rs...), elas apresentam boa localização, com estacionamentos e manobristas, são equipadas com aparelhos de ultima geração, aeróbios com telas individuais de TV e internet, e o destaque fica com as salas de pilates, yoga, massagistas e espaços "zen".

Essas academias passam a ser denominadas centros de bem-estar, por contarem com uma série de atividades voltadas para a melhoria da vida e não só para quem quer malhar. Da mesma forma, os professores de educação física passam a ser chamados de profissionais de qualidade de vida. Será que a moda pega?

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