Mitos sobre proteinas

Sempre digo o quanto é importante aumentar a quantidade de proteínas na dieta de quem quer crescer em massa magra e diminuir a massa gorda. Mas a corrida pela proteína acaba gerando algumas dúvidas que tenho recebido por email. Então vou responder sobre os mitos que se criam ao redor desse nutriente.

PÓ ou CARNE?

Primeiramente não digo que o suplemento em pó seja melhor que a carne de origem animal. Apenas são diferentes e devem ser observadas as necessidades de cada atleta. Isso porque o pó é isento de gordura e mais facilmente absorvido pelo musculo carente de proteína no pós treino.

No entanto, a de origem animal, tais como ovos, lacticínios, carne de aves, carne vermelha e peixes, tem um completo perfil de aminoácidos, o que pode gerar melhor hipertrofia. Além disso a carne oferece ferro, vitamina B e a creatina, que podem influenciar bastante nessa hipertrofia.

Para otimizar os ganhos, não se submeta às proteínas em pó como principal fonte protéica. Escolha uma grande variedade de alimentos e inclua o pó antes e depois dos treinos, ou no desjejum e no pós treino, quando são essenciais.


QUANTA PROTEÍNA É NECESSÁRIA?

Nem todo mundo precisa de 2g de proteína por quilo de peso corporal. Esse é o limite que é absorvido pelo corpo dos atletas de elite. Se você não for atleta de elite, esqueça essa dosagem.

Apenas é importante você suprir o corpo com proteína, mas não necessariamente todos os dias com a dosagem máxima.

A chave está em adequar a sua ingestão protéica com o seu treino. Se você for um iniciante, você provavelmente não treinará tão pesado como alguém com muita experiência (e nem deve), então você pode ser capaz de conseguir crescer com menos de 2g de proteína por quilo de peso corporal. Se você for um treinador intenso, pode iniciar com 1,5g a 2g por quilo por dia.


PROTEÍNA COMO FONTE ENERGÉTICA

Sim, a proteína é usada pelo corpo como fonte de energia durante o exercício. Não apenas quando acaba o açúcar, mas durante todo o treino. Só aumenta sua participação a medida que a glicose vai se esgotando. Mas junto da proteína, há o uso da gordura como energia.

Isso se dá através da queima de alguns aminoácidos diretamente e através de um processo conhecido como neoglicogênese, em que os aminoácidos são convertidos em glicose. Aumente a quantidade de proteína quando os carbos estão baixos e você vai se proteger contra a perda muscular.

Uma nota que os halterofilistas fazem: quando se faz uma dieta low carb, os níveis de testosterona também caem. Logo, deve-se tomar cuidado com restrição de carbo com aumento de proteínas, pois o ideal é manter os níveis de testosterona altos durante a dieta, para melhor construção muscular pós treino.


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