CrossFit

Muitas perguntas acerca desse tipo de treino que tem atraído muita gente às academias de ginástica, inclusive buscando competições pelo país e nos Estados Unidos.

Chega ao Brasil já testado e aprovado por atletas de elite, Forças armadas Especiais Americana e mais de 30.000 praticantes de todo o mundo, tendo sido criado há mais de 20 anos ao americano Greg Glassman, hoje um cinquentão pançudinho que lucra com o sucesso de seu treinamento.

Segundo Tony Budding, diretor de comunicação da empresa CrossFit, com sede nos Estados Unidos, a marca tem mais de 2 mil ginásios afiliados em diferentes países e mais de 20 mil professores certificados. O site na internet (Crossfit.com), que inclui artigos e inúmeros vídeos enviados pela comunidade de seguidores, registra cerca de 3 milhões de visitas por mês.

Na visão original do criador, era preciso unir num programa só o que cada modalidade esportiva tinha de melhor – a força dos levantadores de peso, a capacidade cardiorrespiratória dos corredores, o aprendizado rápido dos ginastas e a habilidade para saltar e arremessar dos praticantes do atletismo – e então formar os atletas mais condicionados do mundo.

Trata-se então de um programa de resistência e força que mistura levantamento de peso com ginástica olímpica e certo rigor militaresco, buscando promover a melhora geral de condicionamento físico, resistência, força, flexibilidade, velocidade, agilidade, equilíbrio e coordenação.

É usado em academias de polícia, grupos de operações táticas, como a Swat, e unidades especiais do exército americano, como os US Marines, é baseado em exercícios funcionais com variações de intensidade em curtos períodos de tempo. 


Os crossfiteiros se orgulham de não ligar para espelhos, máquinas modernas e qualquer tipo de “frescura” associada às academias convencionais, onde, acreditam eles, os clientes não gostam de treinar de verdade.

No espaço de treino não há espelhos nem aparelhos de musculação, apenas algumas argolas, cordas presas no teto e no chão, medicine balls (bolas com peso), kettlebells (aquelas bolas com uma alça) e barras.

A ideia é avançar, saltar, agachar, erguer barras, caminhar com um amigo nas costas, saltar sobre uma pilha de pneus... treinando capacidades físicas e habilidades diversas que aceleram os batimentos cardíacos rapidamente e desafiam o fôlego e a resistência muscular.


 
A exigência física pode ser tão forte que alguns iniciantes vomitam na primeira sessão.

O momento mais importante de cada aula é o WOD (workout of the day, exercício do dia), que concentra os exercícios de maior intensidade. Num dia, o WOD pode ser de apenas cinco minutos de flexões e levantamento de peso. No outro, 40 minutos de corrida leve e lançamento de bola na parede. Cada um dos participantes trabalha com pesos, tempos e número de repetições adequados a seu condicionamento.

Os especialistas ainda não estão convencidos sobre as vantagens da nova modalidade de exercícios, criticando a variação constante na duração e na intensidade dos exercícios que mexeria com o metabolismo de forma a sobrecarregar o sistema cardíaco em algumas pessoas. Além disso o volume e a intensidade dos exercícios geram maior risco de lesão.




 

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